sábado, 20 de dezembro de 2008

ÁGUA E SABONETE...

- ( carinho perfumado )

Água nas palmas das mãos.
Água que escorre,
resvalando,
lavando cada parte...
Água que deixa transparente a pele rosada,
feminina forma, em sua nudez gentil,
mostrando os poros, arrepios contagiantes...

Corpo paralisado diante do espelho,
olhos fixos nas mãos que acariciam
denunciando a libido.

O chuveiro insiste com seu rumor,
estatelando seus pingos nos ladrilhos...

Um gemido de dor!
- Não sei, talvez gozo; a boca entre aberta surta com o mantra...
E o sabonete parece caminhar sobre a pele
procurando novas rotas,
massageando nervos e músculos,
acomodando-se nos cantos, nas dobras.
- Tuas dobras...

Água nas palmas das mãos,
( perfume "LUX" no ar)...

SINAL DE FUMAÇA...

- Que céu obscuro !
( Meus olhos vêem apenas fumaça... )

Bundas e tetas,
reflexos da retina dopada pela mídia.

- Abrem os olhos!
- Olhem este céu, depois gritem bem alto,
e depois chorem, pois a fumaça é tóxica.

Obscura,
nossa filosofia apenas medita sobre as manifestações metafísicas.

Aqueles que costumam ajoelhar-se;
ainda existe esperança...

Noutra parte da cidade os anjos estão sendo castigados pelo efeito estufa,
eu choro por eles que não entendem porque deus nos deu o livre arbítrio.
Coisa que foi negado para eles...
- Os Anjos?

- Olhe o céu!
Mesmo que a fumaça lhe faça chorar. Assim como estou chorando agora...

- Este é o sinal...

"PLACAS ENGOMADAS"

Foi em Nebraska;
ditado popular,
que veio esta bosta; " - ...sempre tem um jeito!"

Em Chicago!
John Waine bebia "whysky" com gelo vindo do Pólo Norte
e ele não era do "GREENPEACE".
Enquanto, o "bode" berrava sua "alucinógica guitarra",
as suas lagartixas voavam em Amsterdã...

Ilógico!
Quem sabe patético. ( Constataram... );

Eles pintam, enquandram, depois o Sol e as chuvas assumem o dano.

Foi em Coxilha Grande que um veado foi atropelado na Rodovia que corta o município,
deixando seu sangue derramado no asfalto, como regalo para aqueles que ali olharam a
placa escrita...
"CUIDADO COM ANIMAIS NA PISTA"

- Mas que merda é esta?
( disse o guarda quando chegou )

DESCONSTRUINDO

- Hei!
Você ai!
- Hei!
Diga alguma coisa!
- Hei!
Diga alguma coisa!
- Hei!
Diga algo...

Na poesia, métrica, rima e verbos se
misturam aos tomates sobre a mesa,
todos já embolorados.
No acento de uma cadeira um gato
dorme sossegado, vestindo seu pijama
de bolinhas azuis.
E a mídia visual insiste, repete o programa
diurno sempre no período noturno. Ou
seria ao contrario?

O copo de água na mão reflete a luz de uma
lâmpada de sessenta wats. E no espelho
posso ver a Mona Lisa sem os dentes...
Tudo começou quando lançaram a bomba.

- O homem foi à Lua?
Eu fui à missa e doei cinqüenta centavos.
Creio que paguei alguns pecados.
Nada pude fazer para salvar aquela formiga que esmaguei...
Devo jogar fora "aquelas" laranjas que estão sobre a mesa.
"Elas estão mofadas".

- Não eram tomates?

DEPENDÊNCIA

Casca de Bergamota
Chá de "Marcela".

Espasmos e dores
dissabores de todos.
Nas ruas sujas, nossos pesadelos,
contas e cifras.
- Criatura mundana!
Vestígios da demência
a magia que domina,
são palavras ditas
e sempre repetidas...

Casca de Bergamota
Chá de "Marcela".

Jejum do amor
inconstância humana.
Espasmos e dores
digitais deixadas no corpo,
bebida, açúcar e cocaína...
Espasmos e dores!

Na carta escrita,
"uma contingência da sociedade humana",
apenas reminiscências que a saudade exalta,
enquanto, o corpo jaz estendido, relaxado,
(dormindo sobre o lençol).

TUDO QUE SE VÊ!

Argolas e panos
Ornamentos e enganos...
Odores e cores humanos tormentos.
Nosso caos,
Nosso pensamento?
Tudo que se vê.

Argolas e panos
Ornamentos e enganos...
- O que somos?
Lamentos, humores,
Conceitos de nossos preconceitos.
Tudo que se vê!

Argolas e panos
Ornamentos e enganos...
Fragilidade visual de um Mundo pós-virtual
Flagelando o rigor de ser real!

Nosso caos,
Nosso pensamento?
Argolas e panos
Ornamentos e enganos...
Tudo que se vê.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

EXTREMOS

Nasce uma flor,
Nasce o amor.
Nasce uma vida!

Nascer, morrer.
O sim, o não.
O início, o fim!

Morre uma flor,
Morre o amor,
Morre!

Morre uma flor,
um amor,
uma vida!

Nelson

domingo, 23 de novembro de 2008

Entre aqui e lá um breve "ESTAR"!

Transcendência de um movimento.
Espaços e medidas subvertidas;
questionamentos marcantes
diante das formas existentes...

Particípio que ecoa no verbo
ressaltando um novo estado
que ejacula o medíocre estado
daquilo que aprendemos.

Entre aqui e lá,
apenas o "desconstruir" do momento.
Entre aqui e lá,
não há medida,
apenas um breve "estarr"...

O anoitecer em frente de minha casa...